quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Walkman 80/90
1973 é o nome de uma música que é uma graça do James Blunt.
Além disso, nesse ano em um também fatídico 11 de setembro que o general Augusto Pinochet depõe e assassina o presidente
chileno Salvador Allende. Chega ao fim a Guerra do Vietnã e cai o ditador
espanhol Francisco Franco. Bem no inicio do ano, no dia 14 de janeiro, acontece
o primeiro show de música transmitido via satélite do Elvis Presley no Havaí.
Pink Floyd edita The Dark Side of the
Moon e Secos e Molhados lança o primeiro disco. Se Londres, Elton John
apresenta Goodbye Yellow Brick Road, no Brasil, é o ano em que Raulzito
fez todo mundo preferir ser uma Metamorfose
Ambulante.1973 também foi o ano em que eu nasci. Bom, eu me chamo Mariana.
Não lembro bem onde, mas já plantei uma árvore, tenho uma filha chamada Antônia
e escrevi um livro de crônicas. Eu gosto da Rita Lee, do Balão Mágico, do
Caetano, do Chico, dos Rolling Stones, da Madonna, do Kid Abelha e do Cazuza.
Sou cara pintada, não votei no Collor, gosto de arte, de inventar moda e de
contar histórias. A minha vida é muito mais divertida se eu estou perto de
gente bacana, batendo papo com meus amigos em lugares em que eu fico a vontade.
Sou jornalista por vocação, bailarina por opção e feliz por natureza. Já não
entro mais em filas e desvio de lugares lotados. Cansei um pouco de só ver e
ser vista. Tô mais para simplesmente rir e ser feliz do jeito que me sinto bem.
Corro de Ipod, mas sinto saudades de gravar fitas para caminhar na Assunção com
o meu walkman amarelinho. A gente não tinha celular, nem e-mail, mas um monte
de vontades. Essas palavras cheias de nostalgia e de vida são pra te convidar
para a Walkman 80 & 90. Um
encontro no Faro, onde a gente pode fazer um pouco de tudo isso todas as
sextas-feiras à noite e ainda ouvir New Order, Blitz ou David Bowie.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Carta de amor para quem ama
Meu amor,
Como é pleno ter a quem chamar assim. Segura e
naturalmente, com a doçura e zelo que só quem ama de verdade é capaz de colocar
na voz ou nas palavras. O que escrevo já foi dito, redito, prometido,
reprometido, sempre com a intenção de dar mais uma chance a nós nesse novo
ciclo que estamos nos propondo a viver. Mais uma tentativa de nos reinventarmos
em dupla. Te confesso que essa última me parece mais dificil. Como tendem ser
as próximas. Porque o tempo é implacável e além nos roubar toda a leveza da
infância e a ousadia da adolescência, nos tira também a paciência, a graça, os
impulsos, a intensidade dos arrepios. O que não podemos deixar fugir de nós é a
capacidade de ter esperança.
Assim como as pessoas, o amor e o relacionamento
também envelhecem.
Como os cabelos, os olhos, a pele e os músculos. É preciso
maquiagem nova para disfarçar incertezas, cores e formas para surpreender,
cremes potentes para eliminar o medo da traição, da mentira, do desrespeito. Um
peeling milagroso que arranque das entranhas a insegurança. Sempre o início de
todo o fim. Como um corte de cabelo radical, que a faça se olhar no espelho e
pensar que as próximas horas vão rolar de um jeito diferente e melhor.
O que fazer com o fato de que as pessoas não podem e
nem aguentam serem propriedades umas das outras, se não aceitá-lo? Todas as
pessoas são diferentes. Cada uma delas tem suas particularidades, necessidades
e movimentos próprios em relação ao outro e aos outros. Mas ninguém é tão
diferente assim que não sinta vontade de estar perto de outras
pessoas, se divertir, trocar idéias, quem sabe sentir desejo por outro alguém.
No relacionamento é preciso deixar a vaga livre para essas sensações porque em
algum momento da nossa história de amor, hão de acontecer congestionamentos
afetivos e sexuais. Que não acontecem a toda a hora com gente que ama. Apesar
de perigosos, esses momentos são os responsáveis pelos novos ciclos daqueles
que ainda querem ser felizes juntos. Servem para a gente se conhecer mais, para
nos tornarmos mais fortes, seguros, cúmplices e certos das nossas
escolhas.
Ou não.
O que um sente, ou faz, vai acabar respingando no outro. O amor só é bom quando ele é milimetricamente bilateral.
Ou não.
O que um sente, ou faz, vai acabar respingando no outro. O amor só é bom quando ele é milimetricamente bilateral.
No convívio, na rotina, na cama, na hora de gostar de conversar, de
aprender, de rir, de chorar e de cuidar.
O amor só é bom no instante em que se tem a absoluta convicção de que se está com quem se quer estar. Se a gangorra pende pra um dos lados, em vez de a brincadeira ficar mais divertida, o amor tropeça.
Antiguidade, velharia ou cópia?
Idealizador e membro fundador da Associação dos
Antiquários do Rio Grande do Sul, André Guarisse ensina em um curso de três
dias a conhecer as peculiaridades dos três tipos de peça: antiguidade, velharia ou cópia. Quem participar vai
aprender como os objetos devem ser avaliados na hora de comprar ou vender uma
peça. André Guarisse vai ministrar as aulas nos dias 14, 15 e 16 de março, de
quarta a sexta-feira, sempre às 19h30min. As inscrições até o dia 7 de
março custam R$ 198 e R$ 178 para professores e estudantes.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Aula de arte
O Museu do Trabalho
oferece uma série de cursos muito bacana a partir do mês de março. Paulinho
Chimendes comanda o curso de litografia. A partir do dia 6, sempre às terças ou
quintas, das 14h às 17h. Glaé Macalós é a professora da técnica gravura em
metal, que também começa a partir de 6 de março, às quartas-feiras, das 14h às
17h. Ensinar a como fazer xilogravuras é tarefa para Graziela Salvatori, também
às quartas, no mesmo horário. O artista plástico Caé Braga é quem ministra as
aulas de escultura. Sempre às terças, das 14h às 18h. Serigrafia é a arte de Fernando
Sefrin. São 12 horas/aula também com início marcado para o 6 de março e os
horários à combinar com o professor. Mais informações e inscrições no telefone
(51) 8414-2684.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Improvisação
Quinze vagas para os interessados na técnica de Contato e
Improvisação estarão disponíveis a partir de março na Casa de Cultura Mário
Quintana. As aulas gratuitas serão sempre as sextas-feiras. A inscrição é feita
por meio de uma carta de intenção até amanhã, dia 23 de fevereiro para o email alessandrorivellino@hotmail.com
. Haverá Jam toda sexta à noite, também aberta ao público.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
"Eu vivo disso"
Todos necessitamos almejar algo com urgência.
Tipo duma dose de gasolina humana. Um motivo para o cara estar ali de pé todos
os dias fazendo o que tem que fazer e ainda por cima se sentindo razoavelmente feliz. Com a pilha sempre em dia. Subindo vitorioso no seu pódium imaginário da vida. Que nem o ursinho e seu vibrante tambor da propaganda da Rayovac.
Para uns o desejo de cumprir pode estar no trabalho, no estudo, no sexo. Muitos
só encontram o alívio nas dependências químicas ou psicológicas. Tantos outros extravasam suas tensões devorando o que tiver pela frente. Toda a energia pode
estar também no zelo das pessoas uma pelas outras. Um filho, um homem ou uma mulher.
Há que dividir essas atenções. Encontrar o equilibrio é quase mais complicado do que a tal da dona endorfina. Para Done Ivone Lara, é o samba a paixão que move seus 90 anos. No mesmo carro alegórico da homenageada da Império Serrano que batalha
para voltar ao Grupo Especial do Carnaval carioca, estavam baianas que não
podem mais desfilar. Elas adentraram a avenida sentadas em imponentes cadeiras,
todas impecáveis e devidamente abastecidas de largas doses de emoção e
felicidade. É mais ou menos uma história assim, como a dessas senhoras, que faz
a diferença entre as pessoas. Há de se desejar chegar a algum lugar. Viver por
um motivo a mais do que apenas juntar papeis, amontoar bens materiais ou
procriar. Aí quando se perde ou se decide livrar de uma compulsão, que
por uma ilusão parece ser o motivo para atravessar
com alento os dias e as noites, é preciso trocar por outra dose de
gasolina emocional. Seja ela qual for. Como quem para de fumar e começa a correr,
quem perde uma pessoa e começa a beber, quem termina um casamento e começa a viajar,
fazer dança flamenca ou estudar astrologia. Um tipo de troca que Whitney
Houston, apesar da sua fama e talento e admiração do mundo inteiro, não teve forças para fazer. Outra saída é simplesmente retomar. Como
Carlinhos de Jesus depois do desfile da mesma Império Serrano, em um
emocionante depoimento, que tive a sorte de assistir ao vivo no SBT, no
sábado de Carnaval: “Eu tô aqui, é aqui onde está toda a minha vida profissional
por 51 anos. Há exatamente três meses, bem nessa hora, recebi o telefonema
(quando soube do assassinato do filho). Tenho que encarar, viver, desfilar, aqui
o meu coração chora de saudade e ao mesmo consegue ainda estar feliz. Eu vivo
disso”. Como bem disse Guimarães Rosa, "....o que a vida quer da gente é coragem".
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Grito sem paciência
Eu já cansei há anos de ouvir duas coisas que minha mãe
não cansa de me dizer. Uma é “fala baixo, criatura”. A outra é “que guria sem
paciência”. Ela tem razão. Até porque eu não acho nada agradável estar perto de
pessoas que berram espaçosas em qualquer lugar que estejam, me nego a admitir
que ajo todo o tempo assim. Sim, meu tom aumenta dependendo da indignação que
sinto pelo assunto que está em pauta. Sobre ter paciência. Eu acho que me falta
mesmo paciência para entender e aceitar ainda muitas coisas. Isso nitidamente
me tira um pouco do meu estado normal. Quando acontece, minha voz sai com raiva
descontrolada e alta, como se o tom maior e repulsivo fosse eliminar todo o
sentimento ruim que determinadas situações a que somos expostos e obrigados a
testemunhar todos os dias. Como a morte de mais uma criança atacada por
cachorros Rotveiler ou Pitbull ontem. Gustavo tinha cinco anos e foi brincar na
casa de outra criança em Capão da Canoa. Provavelmente, se aproximou do
cachorro, que mesmo amarrado, avançou feito um demônio e o mordeu tanto que ele
sobreviveu apenas mais algumas horas. Aí me falta paciência para o tanto de
opinião descabida sobre proteção aos animais, ou que os meios justificam os
fins, que todos são dóceis em princípio e que só precisam ser tratados com
carinho. Essas raças são perigosas, matam pessoas e isso não é normal. Cachorro criado para matar. Sem mais, disse
a minha amiga @perecila no Twitter. Quem faz questão de ter essas raças que
crie numa jaula, de preferência com um cantinho para si próprio. Porque pensar
nisso e nas pessoas que são assassinadas e perseguidas por homofóbicos ou ainda
por filhinhos de papai que, em grupo, espancam mendigos. Desses igualzinhos
aos que vemos exibindo orgulhosos seus pitbuls e rotveillers e suas massas por aí. Isso realmente
aumenta meu tom de voz, me descontrola e me tira a paciência. Sorte da dona
Dedé é que ela está na praia e eu em Porto Alegre. Em vez de gritar nos ouvidos
da minha mãe, dou voz às minhas palavras e escrevo agora um berro histérico para
quem possa ler e ajudar: Como é possível que isso aconteça ainda? Sem punições maiores
para os responsáveis? Sem pensar em restringir e por que não acabar com essas raças
miseráveis. Bom, o que eu penso de verdade sobre o que deveria acontecer
com raças de cães e “seres humanos” letais e descontrolados é melhor eu nem
escrever gritando por aqui. Seria berrar demais aos olhos de vocês.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Baila, baila, baila
Quem sempre sonhou aprender a dançar tango e sair bailando o ritmo
caliente já pode transformar sonho em realidade. A Casa do Estudantes da UFRGS convida
para oficinas gratuitas de tango na Avenida João Pessoa, 41, em frente ao
prédio de direito da UFRGS. As aulas já estão acontecendo e se realizarão
durante todo ano sempre às segundas-feiras, às 14h30min e sábados às 18h. Quem
comanda as aulas é o professor argentino Daniel Carlos. Mais informações pelo
telefone (51) 9911-1822 ou pelo e-mail tango.poa@gmail.com.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Ainda dá pra ter um Samba no Pé
Com seis coleções no currículo, a Samba no
Pé instalou desde o finzinho do ano passado uma charmosa flagshop no Moinhos
Shopping que fica aberta até 5 de março. A estilista Greice Boff propõe para o
Verão 2012 uma moda praia que conversa com todos os estilos, uma das
características da marca gaúcha. A coleção deste ano tem modelagens mais amplas.
Os geométricos vêm em tons neutros e mais básicos. Já os tecidos florais
ganharam cores e combinações mais intensas. A coleção de Greice, este ano, não
segue nenhum tema específico além de agradar uma mulher atenta aos sinais da
contemporaneidade sem deixar de lado um vestir básico, simples e clássico.
Sempre com tecidos leves, ainda mostra lindas peças praia com desenhos tribais,
estampas exclusivas de grafites. Ficou curiosa? Ainda dá tempo. O quiosque da
Samba no Pé segue a linha básica, requintada e
despojada da marca com madeira, plantas e o muita cor.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Quando eu te der um sorriso, tu me dá um beijo
Na próxima segunda-feira, dia 13, Claus e
Vanessa, vão estar com sorriso de orelha a orelha na venda em massa de seu CD Fnac
do Barra ShoppingSul. A dupla gaúcha acaba de chegar de Portugal onde fizeram o
maior sucesso. Gravaram um programa da Rede Record no Mirante Santa Luzia de
Lisboa com uma galera que parecia de brasileiros com o repertório na ponta da
língua. A visita a capital lusitana foi para divulgar o DVD que está sendo
lançado por lá pela Vidisco. Aqui no Brasil, é a gravadora Som Livre que distribue os trabalho do querido casal de músicos
nas melhores lojas do ramo. O encontro da próxima segunda vai ter pocket show e
sessão de autógrafos.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Imersão andaluza
Batizado de Viagem Cultural à Espanha,Sevilla Flamenca, o pacote
turístico direcionado a estudantes de dança flamenca, busca tudo sobre esta arte na
cidade mais importante para seu surgimento: Sevilha. Uma viagem igualmente fascinante
para quem ama a cultura espanhola e a música flamenca. O roteiro inclue shows e espetáculos do gênero, passa por Madrid e segue para Sevilha, onde haverá
um curso de dança flamenca de duas semanas exclusivo para o grupo. Quem está
organizando a imersão flamenca junto a STB Viagens é a bailarina e professora
gaúcha Silvia Canarim, que está de novo site, assinado por Adriano
Ferreira http://silvia-canarim.com.br. A partir da
próxima segunda, de 13 a 16 de fevereiro, Silvia ministra o curso de Escobilla
por Alegrías. Também dirigido a novos estudantes que tenham experiência mínima
de um ano de dança flamenca. O curso será realizado no Naira Nawroski Centro de
Artes Integradas, sempre das 19h às 20h.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
União europeia
A convite do StudioClio e da Aliança Francesa o jornalista
francês Daniel Vernet vai falar sobre o
estado atual da União Europeia. Vernet é ex-diretor de redação do Le Monde,
autor de livros e especialista em relações internacionais. O jornalista cobriu
nos últimos anos cobertura jornalística e análise das principais questões políticas
que envolveram a União Europeia. O encontro é hoje, dia 8, às 20h no Studio
Clio. Informações pelos telefones (51) 3254-7200 ou (51) 3222-6070.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Mercado da cultura
De olho no mercado cultural de hoje Dedé
Ribeiro divide em sala de aula tudo que aprendeu com sua experiência em
projetos e culturais aos alunos. A jornalista e produtora cultural aborda as
principais técnicas de gestão de espaços e projetos culturais. O curso ensina
como produzir eventos culturais, da concepção estratégica até a finalização,
passando por formatação de projetos, leis de incentivo à cultura, orçamentos,
mídia e divulgação. Ainda participam dos encontros, Baumgarten e Luiza Pires
o, Luiza Pires. Anota as datas aí, amanhã e nos dias 8, 9 10,
14, 15, 16 e 17 de fevereiro, sempre de terça a sexta-feira, das 9h30min às
12h30min. Para mais informações entra no site do Studio Clio.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Fazer como deve ser feito
Escrever é que nem sexo, atividade física ou falar outro
idioma. Quanto mais se pratica, mais se sente a necessidade quase vital de
fazer. Quem, por circunstâncias momentâneas da vida, deixa de ter disciplina ou
sorte para seguir praticando tanto a escrita ou o inglês, quanto o sexo e os
exercícios, vai habituando-se à situação, e segue o baile. Nunca vi ninguém
morrer apenas pela falta de alguma dessas habilidades. Cada vez que eu paro um período
de escrever, retomo com angústia a procura não tão simples pela disciplina
dentro de mim. Intervalos que podem durar 15 dias ou dois meses e que só complicam
o processo. É também o empenho em fazer da vida aquilo
que lhe alimenta a alma. Um desafio quase banal perto dos acontecimentos dos últimos
dias, em que desabam prédios por irresponsabilidade e ganância, um músico
leva cinco tiros do vizinho por causa de uma dívida e a gente só presta
mais atenção porque era alguém conhecido. Notícias bem parecidas são publicadas
todos os dias. Mais um marido nervoso mata a mulher e
se mata depois, outro ministro cai e quase cem pessoas morrem em tumulto num
estádio de futebol no Egito. Além das corriqueiras falcatruas políticas que já
nem escandalizam mais. Por aqui se fala muito em como será possível
sediar uma Copa do Mundo. Já em 26 lugares de Tóquio são realizados treinamentos com 10
mil japoneses contra um provável novo tremor. É o que passaram a anunciar os cientistas
depois do tsunami de março do ano passado. Segundo eles, a probabilidade de um
tremor de intensidade 7 é de 70% nos próximos quatro anos. Eu não queria ter
nascido japonesa. A minha filha com olhos de gueixa já me encanta o suficiente. Mas como é possível um país não conseguir se organizar para erguer uma
infra-estrutura de Copa do Mundo em mais de quatro anos, enquanto o outro se
prepara, trabalha e treina para o momento de ser destruído
brutalmente pela força da natureza? Sem opção de escolha, orçamentos,
licitações, planejamento, sem reuniões ou direito a voltar a fita. Sem tempo
para pensa em tirar vantagem. Caso ocorram, os atrasos e as burocracias que podem levar a
Copa no país do futebol a ser um vexame planetário, eles acontecerão pelos mesmos
motivos egoístas dos empresários que derrubaram colunas estruturais do prédio
no centro do Rio. Exclusivamente para ampliar espaços e lucros de poucos. Ao
mesmo tempo em que eu acho muito difícil a população brasileira ser beneficiada
e não lesada, me recuso a não acreditar nas pessoas. Ainda acho que o Rio de
Janeiro continua lindo e tenho fé na alegria e no jeito amoroso de
gente comprometida e íntegra para simplesmente fazer
como deve ser feito. Pelo suficiente motivo que é assim que tem que
ser. Mais ou menos como a resignação dos japoneses. Um compromisso só seu com a
sua disciplina e consciência de andar em linha reta, de ser leal e de não fazer
sofrer ninguém por seus instintos mais egoístas e particulares. Sem chance de
engatar a ré. Não dá para dar só uma roubadinha rápida. É que nem trair só um
pouquinho ou estar meio grávida. Já que a minha greve com as palavras acabou
no meio da madrugada, dei de cara com uma sábia Bibi Ferreira falando de seu maior
arrependimento: “De ter
despachado minhas sobrancelhas”. Merece cada aplauso que recebe.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Picapes
Hoje as picapes da SET
recebem o DJ francês Tito Fereira, os
DJs Bellenzier e Dutra Vila. Amanhã (28),
Diego Caleffi, Hand’s Up e Blush. Este último live Blush é uma fusão incrível de Luíza Bernardi
e a violinista Bia Cervellini.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Incidente quarentão
Hoje quem estiver no Rio de Janeiro tem programação
cultural literária da melhor qualidade. Luis Fernando Verissimo e Sérgio
Rodrigues conversam sobre a obra de Erico, Incidente
em Antares, que completou 40 anos em 2011. É no Instituto Moreira Salles, às
19h30min.
Mimosices no papel
Craques em transformar mensagens, frases ou nomes
próprios em delicadas e criativas peças de design, com esmero técnico e
acabamento caprichado que resultam em impressos únicos, Carolina Macedo
Linhares e Alessandra Pazini são as cabeças do Empório Design. Um estúdio de
criação de material gráfico, identidade visual para festas e eventos, logomarcas,
convites, lembrancinhas e mimos de todo o tipo e estilo. Do bem moderno ao retrô,
do que as gurias não abrem mão é da exclusividade de cada trabalho. Os cartões
sociais voltam com força, muito mais charme e liberdade de cores e formas. Um
jeitinho bem elegante e clássico de fazer um agradecimento, acompanhar um
presente, mandar um recadinho curto ou simplesmente de fazer-se lembrar. Espia
ali no site da Empório Design e confere o
trabalho das gurias que é uma graça. O telefone é (51) 3526-0005.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Almoço
Leonardo
Magni e Liliana Andriola vão preparar logo mais no
Studio Clio peixe branco com folhas e repolho roxo de entrada.
O prato principal é um porco com molho de cogumelos e batatas salteadas com
estragão. Para adoçar os paladares, uma torta de ameixa com calda de maçã.
Tudo isso para lembrar uma história de 1764, época em que a czarina Catarina, a Grande, reuniu em São Petersburgo uma coleção de pinturas da Europa Ocidental e fundou o Museu Hermitage. Depois de viajar a Rússia, Tiago Halewicz comenta agora no Almoço Clio sobre os 3 milhões de artefatos distribuídos em 365 suntuosas dependências desse museu à margem do rio Neva.
Tudo isso para lembrar uma história de 1764, época em que a czarina Catarina, a Grande, reuniu em São Petersburgo uma coleção de pinturas da Europa Ocidental e fundou o Museu Hermitage. Depois de viajar a Rússia, Tiago Halewicz comenta agora no Almoço Clio sobre os 3 milhões de artefatos distribuídos em 365 suntuosas dependências desse museu à margem do rio Neva.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Deuses do Olimpo
Os cursos de teatro de 2012 de Bob Bahlis na Escola Cômica Cultural vão
beber na fonte das histórias e personagens da velha Grécia. Assinado pelo professor e mestre em literatura grega Cláudio
Moreno, o livro Um Rio Que Vem da Grécia será
à base de inspiração para os cursos que já se iniciam no verão.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Arte e diversão itinerante
Hospedada na Casa de la Madre, a Cake Galeria
Itinerante, encerrou a exposição Cake in
Thai e iniciou o projeto de oficinas de ilustração para crianças. O legal do
galeria de arte móvel sai da charmosa loja e bistrô da Tobias da Silva e segue com
projetos de curadoria de exposições e oficinas de arte contemporânea em diferentes espaços da cidade. A idéia da oficina é viajar
com as crianças por várias culturas, estilos e técnicas de ilustração já que a
professora estudou, vivenciou e trabalhou em países como Tailândia, Portugal e
Alemanha. Com início marcado para hoje, dia 23, vai até o dia 27 de
janeiro. Crianças a partir de 12 anos serão apresentados a artistas e
ilustradores contemporâneos daquelas bandas, conversarão sobre estilos, cores,
significados. O trabalho em grupo encerra-se com uma criação individual de uma
tela inspirada nessa vivência. Diversão e arte. De 23
a 27 de janeiro: das 14h30min às 17h30min. Dá uma espiada no site www.casadelamadre.com.br
O tango
Carlito Magallanes ao bandoneon e Maurício
Marques ao violão
de oito cordas apresentam uma linha do tempo musical contando a história do
tango. O repertório tem Carlos Gardel, Astor Piazzolla, Julian Plaza e Mariano
Mares, entre outros. A data imperdível para os amantes do tango é no próximo dia 25,
quarta-feira, às 21h, no Studio Clio. Público geral paga R$ 50 e R$ 40 para professores,
estudantes e seniores.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sem sinais concretos
E então desde o último texto publicado por aqui, Michel Teló vestiu
a camiseta do Barcelona, mais uma multidão de pessoas continuou falando mal
dele. Como se fosse o início do fim do mundo mesmo, uma música sem qualidade
cair no gosto da massa. Outra parte da multidão seguiu rebolando e cantando Se Eu Te Pego. Em questão de dramáticas
horas – Viu? Nem foi preciso organizar passeata contra o sucesso ligeiro do
menino – os olhares migraram para a figura do comandante italiano covarde, com lata
de sonso e de tarado. Para esse, o fim do anonimato não veio acompanhado de
cachês astronômicos, mulheres transbordando pelo
camarim e viagens. Francesco Schettino vai ter que contar direitinho como teve
a brilhante iniciativa de emborcar um navio daquele tamanho e como se a cagada
ainda não fosse suficientemente grande, não faltou cara de pau para fugir sem
ajudar a resgatar os passageiros. Enfim, os ventos também empurraram as chuvas
da região sudeste para com atraso, molhar as lavouras e os veranistas do sul do
país. A educação do país tem novo comandante. Formoso daquele jeito, Ronaldinho
Gaúcho aprontou na concentração. Já Romário, anda bem mais sério e comprometido,
surpreendendo no Congresso Federal. Então uma tal de Luiza mal esperou a gente
saber de onde ela surgiu e já voltou correndo do Canadá para se assustar com o próprio
sucesso. Sucesso? É, esse mesmo pode durar um dia ou sobreviver 30 anos, já que
exatamente no dia de hoje Elis vive mais do que nunca. Tudo indica ser falsa a imensa bola
escatológica e nada convincente que seria o ventre que abrigaria quadrigêmeos
de uma mulher de Taubaté. A moça jura que os brasileiros são as velhinhas desta
mesma cidade paulistana. Pois bem, apesar de todas as incoerências humanas,
geográficas e naturais que assistimos em parcelas nada suaves pelas telas da
televisão e do computador, o mundo ainda não deu sinais concretos de que vai
acabar. Ah, e o suposto estupro do Big Brother? É quase como colocar a culpa do
fim do relacionamento no Facebook. Não adianta a gente querer desfrutar dos
prazeres do banho de chuva e não querer se molhar. Me incluam fora dessa. Preguiça
desse assunto.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Palmas para Ronald Radde
É hoje, às
20h, no Teatro Renascença a homenagem ao diretor de
teatro Ronald Radde. O fundador da Cia. Teatro Novo e do Teatro Novo DC é um
dos contemplados com o VI Prêmio Joaquim Felizardo por sua significativa e
apaixonada contribuição ao teatro gaúcho. A cerimônia será realizada logo mais
no Teatro Renascença. A iniciativa tem muitos significados para Radde que foi
parceiro na luta pelas causas culturais do gaúcho que dá nome ao prêmio e que
foi o criador da
Secretaria Municipal da Cultura. Foi Radde uma das últimas pessoas que falou
com Felizardo antes da cirurgia do coração que o levou a morte. Para
o fundador da Cia Teatro, há 43 anos, o amigo é um de seus ídolos: “Joaquim
Felizardo era um homem reto, afável,
humanista e batalhador pela cultura. Um exemplo de cidadão”. Criada em 2007 pela Secretaria Municipal da
Cultura, a premiação homenageia artistas, intelectuais, iniciativas, a mídia e
os incentivadores que se destacam por contribuir para a cultura da cidade. A
lista completa dos homenageados está na www.portoalegre.rs.gov.br/smc.
Miró na Padre Chagas
Está
marcado para agora às 19h30min a abertura da exposição A Melodia Ácida – Litografias de Joan Miró , hoje
(17). O trabalho do artista espanhol pode ser visitado até o dia 16 de
fevereiro no Café do Porto, da Padre Chagas. Inaugurada
em 2009, pelo porto-alegrense Ricardo Zielinsky, que desde 2005 vive em
Barcelona, a Galeria Antic & Modern é expert em obras gráficas. O espaço de arte também tem levado a arte gaúcha para os espanhóis. Sempre de segunda a quarta,
das 8h às 23h; quinta a sábado, das 8h à meia-noite; domingos e feriados, das
10h às 23h.
Mãos de ouro
Arminda Lopes é daqueles seres humanos que iluminam. Integra o seleto grupo de pessoas que externam o jeito como sentem a vida. Não apenas pelo despreendimento desconcertante dos padrões estéticos que seriam os aceitos para a sua geração. Ela veste o que bem entende. É comum encontrá-la com um colar do tamanho e as formas de sua criatividade, desejos e sonhos. Pinta de roxo, pink, azul e verde, mechas dos cabelos. No semblante vivo, o sorriso ainda faz companhia aos olhares curiosos e peculiares sobre o andar do mundo e do ser humano. Uma inquietude que só almas generosas e livres se permitem viver. Não por acaso, com todo o significado e afeto, o véu de seu casamento com o companheiro e maior admirador, Ruy Lopes Filho, foi usado em seu primeiro trabalho no Ateliê Livre.
Depois de muita mão no barro, no bronze, recomendações médicas de trabalhar com menos peso, a artista plástica gaúcha já realizou individuais e coletivas nos espaços de arte mais significativos do Brasil. Tem obras no acervo do MARGS, no MUBE (Museu Brasileiro da Escultura), em São Paulo, no Museu Escultórico – Jardim das Esculturas na Coréia do Sul, em Seul, no Museu Pedro Álvares Cabral – Santarém, em Portugal, entre outros. Ainda impregnada de sentimentos e dores pela perda da irmã, ela visitava um dos seus quatro filhos nos Estados Unidos, quando deu de cara com tropas americanas embarcando para o Afeganistão. Ver meninos das idades dos seus indo para outro continente fazer guerra tornou vital a necessidade de deixar sair de si para perpetuar em arte.
De volta a Porto Alegre, a primeira coisa que fez ao pisar no ateliê foi a Madona de Mãos Vazias, sua primeira escultura de protesto. Uma mãe que segura o nada no lugar do filho foi a pioneira de 12 peças em bronze com expressões de dor como o medo, a desolação, o pranto, a espera, a entrega, a súplica, a repulsa, o encontro e a pergunta em obras de mulheres vestidas como afegãs.
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| Madona |
Miseráveis foi um divisor de águas em sua maturidade artística. Com essa série, ela foi a primeira e única escultora gaúcha a expor no Salão do Louvre, em Paris, em 2007. No mesmo ano ganhou da Sociedade Acadêmica de Artes, Ciências e Letras de Paris, na França a Medalha Vermeill. Hoje a escultora trabalha na confecção de um monumento para um programa de doação de órgãos em Gramado. Recentemente fez uma emblemática Cruz de Berços hospitalares na Praça da Saudade, no projeto Artemosfera, na capital gaúcha. Reconstruiu a pracinha infantil que fica acima da intervenção artística em um árduo trabalho, onde providenciou iluminação, limpeza, novos brinquedos, tocos de árvore e tudo mais que a deixasse linda e agora aproveitada pela comunidade.
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| Cruz de Berços e a artista para o projeto Artmosfera. |
– Não entendi porque a cruz não foi muito divulgada. Acho que foi forte demais. Mas era bem isso que eu queria: atingir o coração de cada um que por lá passasse. É uma vergonha a falta de leitos e o descaso dos governantes gaúchos com a saúde pública.
Créditos: Foto 01 / Foto 02 e 03: Arquivo pessoal Arminda Lopes
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Arte em parcelas
O Museu do
Trabalho preparou para o início do ano um pacote bem legal para consumidores de
arte. Você recebe uma gravura por mês e concorre
a outra em sorteio. Confere abaixo a trupe talentosa de artistas que já está
agendada para o consórcio. De
março a dezembro respectivamente, os artistas sorteados mensalmente são esses: Nik Neves (serigrafia), Elida Tessler
(litografia), PT Barreto (metal), Patricio Farias (serigrafia), João Lin
(xilogravura), Nico Rocha (serigrafia), os meses de outubro e novembro ainda
estão indefinidos e em dezembro a obra é de Cláudia Sperb (xilogravura). Os
contemplados pelo sorteio vão receber trabalhos de Carlos Asp (serigrafia), Xico
Stockinger (metal) Maria Tomaselli (litografia). Alex Hornest (xilogravura)
Bruno 9li (serigrafia) Elaine Tedesco (xilogravura), Carlos Pasquetti
(litografia), Rubem Grillo (xilogravura), e Nelson JungBluth (metal). Em janeiro e fevereiro, o Acervo de Máquinas e a Sala de Exposições do museu fecham para visitação. O acervo está na última etapa do Projeto de Gestão do Acervo do Museu do Trabalho, da UFRGS, com a conclusão do o Acervo do Museu do Trabalho, da
UFRGS, com a conclusão do Livro do Inventário. Na sala de exposições a artista Laura Teixeira trabalha na montagem de sua mostra, que será inaugurada no dia 8 de março.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Quase amores
Dez (Quase) Amores estréia no
Porto Verão Alegre festejando a atriz Cláudia Meneghetti no elenco. A peça fica
em cartaz hoje, amanhã, sábado e domingo, sempre às 21h, na Sala Álvaro
Moreyra, no Centro Municipal de Cultura. Os ingressos custam R$
15 (antecipados) e R$ 20 (no local, duas horas antes). Cláudia
Meneghetti é a amiga e conselheira da protagonista Maria Ana (Mariana Del Pino).
A comédia baseada na obra de Claudia Tajes e adaptada pelo diretor Bob Bahlis, será
apresentada em versão reduzida (o espetáculo que tinha 120 minutos, está com 70).
Maria Ana é uma mulher bem humorada e sem pudores e divide com o público os
encontros e desencontros amorosos que marcaram sua vida. No palco, todas as aflições
femininas do universo contemporâneo em uma montagem dinâmica, com exceção da
protagonista, os atores revezam-se nos papeis. A trilha sonora é assinada por
Bruno Suman. Ainda no elenco, Beto Mônaco, Fábio Monteiro e Marcelo Naz.
Kid Vinil e a discoteca
A Chairs abre hoje (12) de janeiro a temporada das festinhas
de verão. A estréia já é bombástica na minha modesta opinião. Discoteca vai colocar a turma para
dançar os empolgantes embalos dos anos 70, 80 e 90. A superatração da noite é Kid
Vinil, aquela figura que cantava o hit dos anos 80 Eu sou Boy.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Necessário e vital
“...
viajei, viajei, viajei e cuidei muito bem de mim, encontrei um lindo amor
quando havia desistido de procurar e esperar, acreditei na força do amor e
realmente tive a prova de que ele é necessário e vital... Mudei minhas atitudes
quanto a ação e reação das pessoas quando percebi que mesmo o "outro"
não tendo discernimento do bem e do mal, atitudes e pensamentos não evoluídos,
devo sempre ser indulgente, compreensiva e misericordiosa, porque nem todos
estamos no mesmo nível de evolução e se fossemos perfeitos, não precisaríamos
estar aqui convivendo e aprendendo...
... percebi que minha vida, meu progresso e o meu mérito dependem mais de mim e de Deus do que dos outros. Percebi que o amor ao próximo é o mais importante da vida, o amor incondicional. Mesmo observando várias manifestações de pessoas que passaram a amar mais cães e gatos, pois desistiram do ser humano.
Agradeço a Deus por tudo o que ele me permitiu viver este ano, por tudo o que me deu, não fiquei rica e ainda estou plantando. Mas meu lado espiritual me faz sentir tão bem e tão feliz. Minha família está bem, tenho um amor, tenho saúde física e mental, que me permite lutar diariamente. Nunca desistir daquilo que acredito...”
P.S: A Lucieli Rosa escreveu para o blog depois de ler o texto em que eu pedia escritos legais para pessoas legais lerem. Ela tem uma assessoria e consultoria jurídica e nós não nos conhecemos pessoalmente. As palavras acima são parte de um texto de fim de ano que ela mandou para os amigos.
... percebi que minha vida, meu progresso e o meu mérito dependem mais de mim e de Deus do que dos outros. Percebi que o amor ao próximo é o mais importante da vida, o amor incondicional. Mesmo observando várias manifestações de pessoas que passaram a amar mais cães e gatos, pois desistiram do ser humano.
Agradeço a Deus por tudo o que ele me permitiu viver este ano, por tudo o que me deu, não fiquei rica e ainda estou plantando. Mas meu lado espiritual me faz sentir tão bem e tão feliz. Minha família está bem, tenho um amor, tenho saúde física e mental, que me permite lutar diariamente. Nunca desistir daquilo que acredito...”
P.S: A Lucieli Rosa escreveu para o blog depois de ler o texto em que eu pedia escritos legais para pessoas legais lerem. Ela tem uma assessoria e consultoria jurídica e nós não nos conhecemos pessoalmente. As palavras acima são parte de um texto de fim de ano que ela mandou para os amigos.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Samba, escadaria, arte e alegria
A obra de Clarissa Motta Nunes no
Artemosfera tem a cara dela. Uma escadaria pintada degrau a degrau no centro da
cidade. Colorida, inusitada, eclética e linda! A maneira que a artista escolheu
para apresentá-la aos amigos também é a cara dela. Uma roda de samba hoje a
partir das 19h30min ali na Duque de Caxias, 1583 no Bar Celebridades. Cla, que
além de ser uma baita artista plastica é uma paixão de pessoa, chamou a Roda do
Galgos para fazer a batucada.
Invente
A EstiLisot Moda Escola oferece oficinas
bem criativas e diferentes para crianças e adolescentes. Hoje, amanhã e
quinta (10, 11 e 12) tem a de Estamparia.
Nos dias 17, 18 e 19 de janeiro, a turma aprenderá a fazer Acessórios Malucos. Ainda tem aulas que ensinam
a criar Coleção de 30 de janeiro a 15 de fevereiro, Modelagem e Costura e de Manejo de Máquina.
Informações pelo telefone (51) 3233-0288.
Punk, rock, pop, melody
O XLive Music Festival dá início hoje a sua
primeira edição em solo
gaúcho. O encontro musical reúne bandas do gênero pop-punk-hardcore, e vai se realizar entre os dias 10 e 15 deste mês em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e aqui, onde acontecem os primeiros shows a partir das 20h no Opinião com as bandas New Found Glory e Four Year Strongs. Formada em 1997, a New Found Glory é de Coral Springs, na Flórida, e seu primeiro álbum Nothing Gold Can Stay estourou na cena underground. Aos 14 anos de carreira, a turma e chega aos palcos brasileiros, com seis álbuns. O mais recente e que será apresentado hoje foi batizado de Radiosurgery.
Já a Four Year Strong é de 2001 e tem um estilo punk pop e hardcore melódico e influências de bandas como Lifetime, Gorilla Biscuits e New Found Glory. A banda já lançou quatro álbuns gravados em estúdio. O último chama-se In Some Way, Shape, or Form e foi lançado em março de 2010.
gaúcho. O encontro musical reúne bandas do gênero pop-punk-hardcore, e vai se realizar entre os dias 10 e 15 deste mês em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e aqui, onde acontecem os primeiros shows a partir das 20h no Opinião com as bandas New Found Glory e Four Year Strongs. Formada em 1997, a New Found Glory é de Coral Springs, na Flórida, e seu primeiro álbum Nothing Gold Can Stay estourou na cena underground. Aos 14 anos de carreira, a turma e chega aos palcos brasileiros, com seis álbuns. O mais recente e que será apresentado hoje foi batizado de Radiosurgery.
Já a Four Year Strong é de 2001 e tem um estilo punk pop e hardcore melódico e influências de bandas como Lifetime, Gorilla Biscuits e New Found Glory. A banda já lançou quatro álbuns gravados em estúdio. O último chama-se In Some Way, Shape, or Form e foi lançado em março de 2010.
Nômade, errante e vagabunda
Estreia hoje (10) o Mambembe Casa de Teatro sob a orientação de Zé Adão Barbosa, Graça
Nunes, Carlota Albuquerque e Marcelo Delacroix. Espia lá no endereço virtual
http://omambembedacasadeteatro.blogspot.com que bacana que deve ser o espetáculo. Em seu Dicionário de Teatro, diretor e
dramaturgo Luiz Paulo Vasconcellos define com uma frase do personagem Frazão,
de O Mambembe, para descrever o
substantivo que dá nome à peça de Artur Azevedo, escolhida para a conclusão do
Curso de Formação de Atores da Casa de Teatro. “Mambembe é uma companhia nômade, errante, vagabunda, organizada com
todos os elementos de que um empresário pobre possa lançar mão num momento
dado, e que vai, de cidade em cidade, de vila em vila, de povoação em povoação,
dando espetáculos aqui e ali, onde encontre um teatro ou onde possa improvisá-lo."
Os formandos apresentam em cena números de dança, canções e produção impecáveis
para recriar O Mambembe, e levar os
espectadores para 1904, em cenários que fundem casa, bar, cidades e até um trem.
O Mambembe fica em cartaz no Museu do Trabalho todas as terças, quartas e
quintas, até o próximo dia 26. Os ingressos antecipados na Casa de Teatro de
Porto Alegre custam R$ 15 e no na hora R$ 20.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Delícias de verão
Com o
verão, Ricardo Teruchkin volta com seu prático e agradável projeto de
gastronomia itinerante com sua Paella da Praia. No litoral ou na cidade, para
o querido chef de cozinha a melhor paella é aquela que leva os ingredientes que
você mais gosta. Gordinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, também
oferece parrilladas de frutos do mar, churrascos especiais, ceviches, entre
outras novidades gostosas para a estação do calor. Gostou da idéia? ricardo@teruchkin.com.br ou www.teruchkin.com.br.
domingo, 8 de janeiro de 2012
2012 na flauta
Ayres
Potthoff inicia 2012 fazendo o que gosta com dois shows no Porto Verão Alegre. Na
próxima terça, dia 10, tem Beatles em Concerto, na sala Carlos Carvalho, na Casa
de Cultura Mario Quintana. Nos dias 13 e 14, dois encontros imperdíveis com Michel Dorfman e
Fernando Sessé no Teatro de Câmara. Mestre em Flauta pela UFRGS, Potthoff especializou-se em Nova York, recebeu o título de Mestre em Flauta pela UFRJ, onde
estudou com Celso Woltzenlogel. É um dos fundadores da Associação Brasileira de
Flautistas, organizador dos Festivais Internacionais de Flautistas do Rio de
Janeiro e Porto Alegre e foi Diretor Executivo da Orquestra de Câmara Theatro
Sao Pedro, grupo que fundou em 1985.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Ai Se eu te Pego....
Como se
nada mais acontecesse de interessante e importante no país tropical, abençoado
por Deus e bonito por natureza, um ano encerrou e o outro começou e um dos
assuntos da primeira semana do ano em que o mundo ia acabar foi se é justo ou não
o músico paranaense Michel Teló fazer sucesso internacional com o hit Se eu te Pego. A irrelevante discussão
além de disseminar nas redes sociais pencas de comentários irados e patéticos
de ambos os lados da polêmica, foi parar na pauta de programas de televisão
bacanas e sérios, gerou comentários nas emissoras de rádio e foi o assunto de
gente de conteúdo, culta e um tantinho preconceituosa que escreve e forma
opinião por aí. A questão não é nem a qualidade musical do cara. Não gosto
muito do Ai se te Pego. Ainda não
aconteceu, mas se for dançar e me divertir numa pista, é bem meu tipinho
adorar, com coreografia e tudo. Gosto daquela “dar uma fugidinha com você”.
Gosto, danço, dou gargalhada e escrevo aqui isso sem nenhum drama de
consciência. Cada macaco no seu galho. Posso não curtir o galho do outro, mas
não é por isso que vou torcer para ele despencar do galho e se arrebentar no chão.
Ao mesmo tempo que faço o exercício permanente de tentar não escrever sempre as
mesmas coisas sobre os meus tão particulares medos e sensações, afinal, quem se interessa por isso? Percebo que não faço nada além de cuidar da minha
vida e da de mais ninguém. Coisa chata isso. Gente pesada, que não sabe dançar,
nem ser feliz. Ninguém vai ser uma pessoa melhor porque consome uma música com
mais ou menos qualidade, lê um livro de auto-ajuda ou devora Dostoievski. Delira
ouvindo Fábio Junior ou só suporta João Gilberto sussurrando ao pé de um ouvido
infinitamente superior que o dos outros mortais. Não é assim que a gente mede o quanto as
pessoas são legais e merecem nosso respeito. Deixa o Neymar dar risada, rebolar
no palco, o Paulo Coelho vender livro em Kuala Lumpur, os soldados brincarem na
hora da folga, deixa o menino fazer sucesso internacional. Se fossemos um país
que só consome cultura descartável, valia a reflexão. Por isso é a
desgraça alheia que vende jornal. O povo tem gana do êxito do outro. Na
contramão do movimento meirritaosucessodosoutros,
eu inicio 2012 fazendo uma proposta para você que adora escrever, fazer poesia
ou qualquer coisa que você acredita que possa fazer algum sentido para quem for
ler. Valem fotos, contos, crônicas, relatos, frases soltas e até declaração de
amor. Eu vou escolher e publicar aqui no meu blog. Meu e-mail é mbertolucci@hotmail.com. Espero que chegue
bastante coisa. Vou ficar feliz em espalhar palavrinhas boas de gente talentosa
por aqui. Cadum, cadum... Feliz 2012!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Deixa a menina sambar em paz...
Fui espiar no Facebook o
horário da Morena de Angola aqui do ladinho da minha casa. Já começou, e eu
vou voar e vou igual. Todas as quintas-feiras às 20h no restaurante Basílico, na 24 de
Outubro. Ainda na temporada do calor, a banda, que é uma das minhas prediletas,
deve desembarcar em Atlântida para fazer uma roda das boas. Quem ainda não conhece o trabalho da turma, gosta de samba e é bom sujeito deve aproveitar
o verão e dar um pulinho lá. Hoje e nas outras quintas é uma versão mais barzinho
da moçada.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Museu da Moda
Nem só de ovos de Páscoa,
Papais Noéis e comilança da melhor qualidade vive a Serra Gaúcha. Milka Wolf
abriu as portas no final de dezembro último do Museu da Moda, em Canela. A
idéia da estilista gaúcha é resgatar a evolução das roupas femininas por meio de
uma linha do tempo desde os 2000 A.C até os dias de hoje. Batizado de MUM, o
novo espaço fica na Avenida das Hortênsias, estrada que liga Gramado a Canela.
Como define a curadora Débora Elman, são quatro mil anos de vestuário feminino
no mesmo lugar, mostrando
transformações estéticas e técnicas da roupa como representação social e
cultural de seu tempo. Com 150 peças, o acervo é criação da equipe de
costureiras de Milka, foi reproduzido fielmente e está distribuído em 2,5 mil
metros quadrados e dividido em diferentes ambientes. Na entrada, representando
o antigo Egito, tem roupas feitas à mão, de puro algodão e sem costura. A era
Napoleônica é representada pelo glamour das rainhas e a Belle Époque tem a
sofisticação da era de luxo. Os lustres, apliques, tapeçarias e pisos são
originais de cada período e lugar, garimpados em antiquários do mundo todo.
Parabéns para a iniciativa da Milka, que deixa um registro histórico para quem
admira, estuda ou trabalha com moda. O prédio é assinado pelo arquiteto Marcelo
Nunes Vasquez Fernandez e no foyer, os visitantes podem ir a cafeteria e a uma
loja de souvenirs. Fica aberto de domingo a domingo, sempre das 9h às 18h.
Adultos pagam R$ 30, crianças e idosos R$ 15
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Viajando sem sair do lugar
lmagine ter a alguns cliques de você um espaço onde as pessoas podem criar seus próprios canais de vídeo e dividir suas viagens com toda a rede do aplicativo.
O viajolândia.com é um canal de compartilhamento de vídeos de viagens no Facebook. Na TV Viajolândia são veiculadas séries em que o jornalista Felipe Rech entrevista gente interessante com as melhores dicas de vários cantos. Diferentes cenários, gostos e pessoas fazem parte da emoção de experimentar o novo. Onde é possível dividir todos esses sentimentos e encontrar o inusitado. Uma troca sobre música, moda, culinária, comportamento ou qualquer outro tipo de viajolândia que mentes dinâmicas e corações inquietos que caminham pelo mundo possam ter. Já no ar, a primeira série da TV Viajolândia foi gravada em Porto Alegre com Tatata Pimentel e está incrível. Carlos Gerbase e Fabrício Carpinejar são outros outros dois entrevistados que em breve você vai ver viajando sem sair do lugar por lá no www.viajolandia.com.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Feliz Natal com A-M-O-R
Até uma dor de
barriga inesperada e passageira pode soar romântica em tempos de reflexão. Não
que tenha sido tão rápida ou pouco percebida. Nem só as coisas mágicas, os
cheiros e os sons da infância se perdem da gente com o tempo. Para as sortudas
que não têm cólicas abdominais sem fim, as dores de barriga são sinônimo de nostalgia: Sessão da Tarde liberada, guaraná no meio da semana, maçã, bolachinhas água e
sal e infindáveis telefonemas amorosos da mãe para saber como andavam as
coisas. É a inusitada visita dessa dor em pleno novo milênio que chama a
atenção e transporta para o início dos anos 80. Os novos ares, lugares e
pensamentos lhe oferecem uma percepção diferente da vida e de você, que percebe como pode ser bom não deixar
para trás prazeres, dores e sensações que a rotina é capaz de adormecer. Cada
gesto ou pensamento seu ganha mais atenção do que a habitual. Então você organiza mentalmente alguma
bagagem na velha e útil mochila, sem a ansiedade natural da adolescência (que
por sinal também dá uma dor de barriga bem boa). Um tempo em que quase tudo
estava deliciosamente por vir. A experiência tem uma voz sim. Para quem consegue escutá-la, ela sussura com inteligência segredinhos bem legais sobre você.
Então sabiamente você repete os desejos e desafios do ano que passou e sobre o que vai chegar.
Choraminga dificuldades e conquistas. Diz mais uma vez que nada do que aconteceu seria possível sem o
ombro amigo e nada secreto das pessoas importantes para você. Minha
amiga-secreta ganhou em letras grandonas a palavra A-M-O-R bem linda e vermelha.
Tudo que eu acredito ser necessário para enfrentar com equilíbrio a árdua e
sedutora tarefa de estar aqui. Que em 2012 eu e você sigamos experimentando os novos e velhos
sabores simples e verdadeiros. Mesmo que nos momentos especialmente complicados pareça
impossível lidar com ausências de pessoas, de saúde ou até de dinheiro neste
Natal, lembre:
nada é contra
você. Ser humano é isso. Quer vir na outra encarnação em forma de cactus? Permita-se receber a tristeza,
deixar-se chorar, arrepender-se, perdoar-se, mas não se perca de vez daquela criança que sentia dor de barriga.
Coma gelatina, rabisque o que você ouve ou lê e lhe faz algum sentido num caderninho. Coloque os seus sonhos numa caixa.
Pode ser uma casa própria, uma bicicleta, a ideia para um livro, um filho ou
um jardim. Recorte revistas, tenha ideias, anote telefones e encha a
sua caixinha para ver como ela vai estar no próximo Natal. Sério! Leia mais,
fale menos. Dance! Corra! Sue! Ame! Na falta de alguém, ame a si próprio.
Parece meio sem graça mas é transformador assim que você pega gosto por essa pessoa
maravilhosa que você é. Coma, mas não muito. Durma, mas não muito. Olhe-se no espelho e sinta-se feliz, mas não muito. Reze muito
para os seus Deuses todos. Almoce com o seu filho, mesmo que ele não coma. Daí
pense, tente não gritar. Emocione-se com uma orquídea nascendo de novo. Coma verdes, pise
na grama, na areia, mas jamais num ser humano. Escute som alto. Molhe-se na
chuva. Se não for à meia-noite em Paris, que seja à meia-noite na Paraguassu. Dependendo
de quem estiver ao seu lado a delícia será idêntica. Proteja-se do sol, dos
chatos, das bactérias, do consumismo, dos vícios, das mágoas. Mágoas matam
lentamente apenas você. Sinta saudades boas, com lágrimas, gargalhadas e verdade. Seja
real, seja leal, seja amiga, sorria mesmo que você seja tímido daqueles que
preferem olhar para baixo. Ninguém merece viver sem o seu sorriso. Agradeça tudo com o que você
vem sendo
presenteado ao longo da vida. Não deixe seu humor escapar só porque você se
sente perdida. Medique-se. Para a inércia, a melancolia, a rinite alérgica, o câncer e até para uma saudosa
dor de barriga existem remédios.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Número 01
O MARGS deu
início a categorização de sua coleção em divisões temáticas. A novidade neste
processo é que o museu gaúcho também começou uma Coleção de Design, uma divisão
que não havia em suas coleções. A exibição da obra n° 1 da coleção é hoje às 19h
juntamente com a abertura da exposição O
Museu Sensível. A obra em questão foi batizada de Inajá e faz parte da série de pranchas criada pela Crocco Studio
Design e produzida em colaboração com o designer e shaper Henrique Ogro Perrone. O padrão
de desenho dessa série de pranchas é resultado de 30 anos de pesquisa da
designer e artista Heloisa Crocco em torno do processo criativo Topomorfose,
originário do corte topográfico de elementos da madeira aplicados ao design de
superfície. Iniciado em 1984, a extensa pesquisa originou diversos produtos de qualidade
e excelência estética que ganharam reconhecimento internacional. A série já
recebeu dois selos de excelência em design: o selo Design Excelência Brasil e o
iF Design Award, um selo de qualidade reconhecido mundialmente.
***
O Museu Sensível: uma visão da produção de artistas mulheres na coleção
do MARGS mostra a obra de 131 artistas mulheres com obras
exclusivamente da coleção do museu, a grande maioria nunca antes exibidas.
Todas são do período entre o século 19 e a contemporaneidade. A curadoria é do
diretor do MARGS Gaudêncio Fidelis e a mostra tem um modelo não cronológico de
exposição de obras, já que a prioridade histórica (que artista fez o que
primeiro), não é a prioridade e sim a igualdade entre elas.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Contato e improvisação
O bailarino finlandês Otto Akkanen e sua parceira ucraniana Sveta Bird aterrisam estão hoje e amanhã em Porto Alegre para dar uma oficina de Contato Improvisação e apresentar uma performance e uma jam na Casa de Cultura Mario Quintana. Shapes of Snakes tem dez horas de duração e Começa agora, às 14h e segue até as 19h. Amanhã o horário é o mesmo na Sala Cecy Frank. A inscrição custa R$ 70.
A performance da dupla será seguida de uma conversa com os artistas hoje (17) às 20h30min na CCMQ. A Jam vai rolar no domingo (18) às 19h30min na Sala Cecy Frank. Estas duas atrações têm entrada franca e sincera.
Otto Akkanen é formado na Pohjois-Ammattiopisto Karjalan, Outokumpu (politécnico em dança) em 2006 e também como educador de jovens, em 2001 e em pedagogia, em 1997. Dançarino desde 2004, participou de coreografias em solo, duo e trio apresentadas e criadas entre Helsinki, Liverpool, Altai, Estados Unidos e Finlândia. Trabalhou em várias associações Kierre Streetperformances como em organizador, performer e registrador. O craque em a técnica em festivais de Contato em lugares como Finlândia, Brasil, Argentina, Ibiza, Itália, Berlin e Moscovo. Espia mais lá no blog da bailarina e atriz gaúcha Fernanda Carvalho Leite no www.fercarvalholeite.blogspot.com
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O clube das quatro meninas
Elas já dividiram a mesma barriga, ou ainda, dentro das respectivas barrigas de suas mães, já andavam lado a lado por aí. Mesmo antes de virarem gente. As quatro meninas seguiram trocando de bonecas, roupas e maquiagens. Partilhando gostos, amigas, segredos e descobertas. Além das muitas risadas sobre as coisas boas e algumas lágrimas em situações mais difíceis em quase todos os momentos até aqui. Elas cresceram e fundaram o esmalteclube, que abriu suas portas cor-de-rosa na Silva Jardim, 169. Uma graça de lugar cheio de alma, astral, cores, muita amizade e esmalte de todo o tipo para todos os gostos.
Com a idéia de fazer brilhar os olhos das suas muitas amigas e clientes com as opções diferenciadas e exclusivas de esmaltes, as irmãs de sangue e coração, Aninha e Juliana Zanella, Karen Arísio e Karla Krieger oferecem um sedutor menu de opções para deixar suas unhas mais lindas e serviços de depilação, massagem e hidratação.
O lugar tem jeitinho de sala da casa de amiga, e tem ainda coisas legais e charmosas que meninas e mulheres bacanas gostam como as camisetas fofas da So Lovely Shirt, produtos e mimos da Urban e esmaltes Diversos. E é claro, um som bom, cafezinho, gente legal, revistas, cantinho para as crianças brincarem e para os pets esperarem, estacionamento e atendimento cuidadosamente personalizado.
Passa ali! É irresistível!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Inventando moda
As produtoras de moda e criativas desde 2007 da grife gaúcha As Modistas, Mariana Pesce e Roberta Ahrons, estão desde o início deste ano com o As Modistas Studio, que também dialoga com a arte, cultura e tudo o que inspira a dupla para inventar moda. Fica no 2º andar da charmosa construção dos anos 30, quase na esquina da Dinarte Ribeiro e onde funciona um dos lugares com mais gente fina, elegante e sincera por metro quadrado de Porto Alegre, o Café Bar Galgos Brancos. Capitaneado pelo querido Julio Andreatta, o café museu, além de estar sempre de portas abertas para os amigos, conta a história do automobilismo brasileiro e gaúcho. Nas araras das modistas marcas e designers como Louloux, Ana Paula Brasil e Nara Lisbôa. Hoje e amanhã, 15 e 16 de dezembro, tem uma turma talentosa por lá, o 1º Coletivo Criativo reúne amigos, designers, estilistas e artistas.
Galeria Mascate - coleção Regis Duarte, minifotos de Jacqueline Joner, Carine Wallauer e Tiago Coelho e miniquadros de Biba Corrêa e Régis Duarte.
Carolina Motta Nunes - Designer de bolsas
Clarissa Motta Nunes - colaboração artística
SoFrida e feliz - designer de acessórios de material reciclado, principalmente couro
Licia Heydrich - escultora
Amanda Py - almofadinhas decorativas (superfofas)
Fernanda Sica - multimarcas (vestidinhos lindos para o verão)
Christian Jung - exposição de fotos Solitude
Nara Lisbôa - tricô feito a mão ( fios linha e lã misturados a novelos criados com tecidos e materiais inusitados)
Rafaela Furlanetto - acessórios ( em couro e peças de acrílico)
Kandy Prive - lingerie
Palermo Chic - bolsas e carteiras
Remodê - roupas recicladas
As Modistas - minicoleção prêt -`a – Porter
Fofura total!!!!!!!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Entre um espetáculo e outro
Mais um ano passa voando. Ao invés das habituais metas e propósitos que costumam habitar as mentes e ocupar as agendas em intermináveis listas que se cumpridas, fariam de você e do próximo ano, finalmente melhores e diferentes, você apenas festeja silenciosamente as mudanças e os momentos de melancolia com as quais você foi presenteada em 2011.
Pode parecer contraditório que você comemore feliz e resignadamente um ano em que deixou de ir todos os dias ao lugar onde você entrou menina e saiu mulher. O cantinho da Ipiranga onde você trabalhou e foi feliz por 15 anos cultivando duas grandes paixões: os amigos e a escrita. Um ano em que surpreendentemente tudo foi diferente. O primeiro deles em quase 20 anos, em que “parar de fumar” não figura mais em letras garrafais e desesperadas na primeira página da agenda. Um ano em que você não almeja estar mais perto da sua filha, nem começar a correr, fazer pilates, yoga ou comer mais salada. Um ano em que você escolheu suas frutas,esvaziou gavetas, doou livros, roupas, mesmo que ainda não tenha desovado a jornalhada que deveria dividir o condomínio do seu prédio de tanto lugar que ocupa nele. Um ano em que pasmem, você até comprou sapatilhas de ponta, equilibrou-se cheia de expectativa nas danadas e sentiu a estranha e prazerosa dor do recomeço. Pisando pé por pé de uma maneira diferente no mesmo chão. Um ano em que ainda foi possível você reencontrar no mesmo espelho da infância um tantinho do olhar curioso e excitado da menina que não sabia o que a deixava mais feliz: dançar ou estar entre as amigas na aula de ballet. Uma Pedro Alvares Cabral de si própria. Se percebendo pela primeira vez tão perto e ao mesmo tempo tão distante de tudo o que você imaginou. Sabe aqueles filmes tipo Chico Xavier em que você sai lentamente do corpo e fica ali, centímetros acima, pura alma espiando tranqüila e imperceptível sua própria história. Uma visita diária sua a si mesma. Sem prazos ou hora para acabar. Como se cada dia fosse um só dia. Como tem que ser. Em que você tem apenas a singela missào de ser e fazer feliz quem está por perto, além de esperar as próximas 24 horas. As do dia de ontem, por exemplo, serão inesquecíveis. Também depois de 20 anos, a bailarina subiu ao palco de verdade, com plateia cheia de verdade, e deixou-se dançar novamente. O coração bateu, a perna tremeu, mas foi tão bom, natural e inexplicável como a primeira vez. A bailarina sem breu ainda tem palco incerto e virtual, mas está afoita para sair saracoteando letrinhas e coreografando palavras por aqui neste novo endereço. Hoje à noite, na entrega do Premio Açorianos 2011, ela tenta, por hora, seu maior salto, seu mais delicado giro. Como se algo um algo precisasse se perder para que outros algos desconhecidos acontecessem e fossem experimentados. E se lhe fossem dadas oportunidades de novas músicas, coreografias ou companheiros de todos os palcos da vida, a bailarina não teria dúvidas: olharia para trás, agradeceria a plateia e dançaria exatamente como foi, cada um dos passos e tropeços. Tudo de novo.
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